A ANÁLISE TÉCNICA

Atualizado: 4 de Nov de 2019


Conforme descrito em uma postagem anterior, o analista que segue uma estratégia baseada em análise técnica, usa dados históricos sobre diversos aspectos da negociação do ativo sendo avaliado, para suportar uma decisão de compra ou venda desse ativo. Esses dados podem ser: preço do ativo, volumes de ordens de compra e venda, volume de posição vendida, entre outros.

Como base para qualquer tipo de análise gráfica, está implícita a crença de que os investidores agem muito mais baseados em emoções do que na razão. Isso faz com que os preços dos ativos se movam em padrões que se repetem ao longo do tempo e que podem ser previstos. O analista técnico espera conseguir perceber tais padrões, prever o movimento futuro e agir sobre essa informação antes dos demais investidores.

Há diversas formas de usar os dados para uma análise técnica, vou tentar explicar a base da filosofia de cada forma de operação, dando como exemplo a ação de uma empresa.

Análise gráfica: Na análise gráfica, o analista busca encontrar momentos nos quais há desequilíbrios entre a oferta de uma ação (pessoas querendo vender) e a demanda pela ação (pessoas querendo comprar). Para fazer isso o analista observa os padrões na movimentação dos preços, tentando encontrar tendências (sequências de preços subindo/caindo) ou reversões (momentos nos quais se interrompe uma tendência e o movimento passa a ser o oposto). Normalmente acompanha-se o gráfico de preços representado na forma de candlestick:

Nesse tipo de gráfico é possível ver a amplitude da variação de preços no tempo sendo avaliado, se ele aumentou ou diminuiu no período e a diferença entre o preço no início e fim. Para exemplificar, imagine um candle para um dia de operação, a representação fica:

Análise técnica: Nesse tipo de estratégia, o analista usa os gráficos de informações passadas de ativos, porém a análise não é somente baseada em figuras e linhas desenhadas no gráfico. Na análise técnica incorpora-se elementos de estatística e programação para suportar as decisões de compra e venda. Existem diversos modelos para a análise técnica: ondas de Elliot, Moving Average Convergence/Divergence (MACD), Bandas de Bollinger, entre outros. Na imagem abaixo, por exemplo, há um modelo de convergência à média, baseado nas Bandas de Bollinger. Quando o preço do ativo está acima da média de 21 dias + 1 desvio padrão de 21 dias, acredita-se que o preço irá cair para voltar próximo à média de 21 dias do preço. O mesmo raciocínio se aplica quando ele fica abaixo da média de 21 dias – 1 desvio padrão. Nesse caso acredita-se que ele irá subir para se aproximar da média.

Imagem: MetaTrader5

Análise quantitativa: Na análise quantitativa, usa-se modelos matemáticos (assim como na análise técnica), sendo que as regras de compra e venda são definidas no modelo. O modelo é testado em séries passadas (ou seja, simula-se as decisões que ele teria tomado no passado, caso estivesse rodando – esse processo chama-se backtesting) e algumas variáveis do modelo são calibradas. Após uma série de testes, quando considera-se que o modelo está bem calibrado e é lucrativo, ele é colocado para funcionar. A partir desse momento, o robô (modelo matemático com regras definidas por programação) toma suas decisões sozinho, envia ordens de compra e venda para a bolsa de valores e gerencia o seu portfólio.

No próximo post, vou falar um pouco sobre a análise fundamentalista e os diversos modelos de valuation existentes.

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