O funil de contratação.

Atualizado: Mar 13


Se você tem uns 20 anos ou mais, aposto que você já passou por um processo seletivo e se perguntou coisas como:

  • Como fazer um currículo? O que eu coloco ou deixo de fora?

  • Não tenho experiência, e agora? Nunca vou ser contratado(a)?

  • Como eu faço para ser chamado para as entrevistas?

  • Minha faculdade vai influenciar nos processos?

  • Como eu me destaco na hora das entrevistas?

Bom, sabe uma coisa que pode te ajudar a responder essas perguntas? Entender como é estar do outro lado, do lado do recrutador! Então eu vou te explicar um pouco como é a realidade de alguém que está contratando e você pode tentar usar isso a seu favor. Vamos lá.

Quando você inicia um processo de contratação, em geral precisa de alguém para fazer ou ajudar a fazer um certo conjunto de atividades dentro de alguma área de negócios da empresa. Ou seja, alguém disse: “Socorro, preciso de mais pessoas pra fazer XYZ.”. Essas pessoas vão pensar qual o perfil de pessoa desejado para essa vaga.

Isso pode incluir uma série de coisas, como:

  1. Habilidades técnicas - Excel, VBA, programação em linguagens específicas, finanças, inglês, manjar de design, marketing, etc;

  2. Habilidades pessoais - comunicação, liderança, criatividade, senso crítico, senso de responsabilidade, capacidade de execução;

  3. Fit cultural - se os seus valores, crenças e forma de pensar fazem sentido com a cultura da empresa

Nós temos uma série com 3 artigos falando sobre esses 3 grupos de qualidades.

Se não leu, clique aqui para ler.

Beleza.. decidido isso, qual é o próximo passo?

Divulgar a vaga e começar a receber os currículos dos candidatos. E você recebe 583 currículos para 1 vaga. Aí que começa o desafio do contratante... suponha que você resolva entrevistar todos e que leve 1h para entrevistar cada pessoa. São aproximadamente 73 dias com todas as horas do seu dia entrevistando pessoas, o que equivale a 14,6 semanas. Ou seja... NÃO DÁ!

O que você faz então? Estabelece critérios para definir quem vai chamar para conversar. Por exemplo.. se a pessoa já está formada e você precisa de um estagiário, você tira da lista de possíveis candidatos. Se você quer que a pessoa estagie durante 2 anos e ela se forma daqui a 6 meses, você tira da lista. Se o perfil é muito analítico e a pessoa cursa algo que não é tão voltado a habilidades analíticas, você tira. E vai fazendo isso.. Até reduzir bastante a lista.

Não foi suficiente ainda? Sobraram 120 candidatos? Não dá... vamos ter que fazer algo. Daí você começa a olhar para as habilidades específicas como Excel, inglês, cursos extra, finanças, se já teve experiência de trabalho, etc, etc.

Agora chegamos numa lista de 30 pessoas.. como nem todos vão comparecer à entrevista, agora dá pra tocar... você vai acabar entrevistando umas 12-15 pessoas e daí em diante o processo muda.

Mais complicado do que parece, não é? Pois é.. contratar é uma atividade difícil e você é obrigado e ser relativamente prático em algumas questões. Mesmo se for uma empresa com uma equipe dedicada ao RH, o número de vagas que eles precisam preencher é enorme e a dificuldade é similar.

CARACA, E O QUE EU FAÇO AGORA?

Então... deixa eu tentar te ajudar. Vou dividir a coisa em duas partes: antes da entrevista e durante a entrevista.

Antes da entrevista – Nessa fase, a pessoa não teve contato pessoal nenhum com você ainda. Então você precisa ser uma pessoa adequada para a vaga (curso, ano de formatura, etc). Se esse for o caso, você precisa chamar a atenção por uma mísera folha de papel chamada currículo.

Algumas dicas:

  • Deixe seu currículo fácil de ler. Em inglês eu diria para você deixar ele screenable, ou seja, aquele CV que você dá uma batida de olho e pega os pontos principais muito fácil (algumas pesquisas mostram que os recrutadores demoram algo entre 6-8 segundos para descartar um CV);

  • Capriche! Sério.. se você não dedicou tempo para preparar o documento que é a sua apresentação profissional para o mundo, você deve ser bem desleixado(a);

  • Dê destaque aos pontos principais e aos mais relevantes para a vaga. Por exemplo, você faz engenharia e quer ir para o mercado financeiro. Você fez 2 cursos fora da faculdade, um de engenharia da qualidade e um de finanças. Coloque o de finanças primeiro. Simples.

  • Nas atividades que você exerceu, foque em resultados gerados e não na atividade em si. Por exemplo, ao invés de dizer que você coordenou a equipe de futsal da faculdade, diga que você coordenou a equipe de futsal e que no período vocês conseguiram um patrocínio novo, que possibilitou aumentar o caixa da equipe, contratar uma nova equipe técnica e que vocês ganharam 2 campeonatos regionais.

  • Invista em extracurriculares. Para aumentar a chance, participe de empresas Jr. e ligas de mercado financeiro ou consultoria, etc. Faça cursos fora, participe de palestras, leia livros sobre o assuntos profissionais que te interessam (Harry Potter não vale, a menos que você queira escrever livros de ficção).

Durante da entrevista – Nessa fase, a pessoa provavelmente vai testar algumas coisas que você colocou no currículo, como o Excel ou o inglês, mas o mais importante é que ela vai querer te conhecer. Ela vai tentar medir seus soft skill e o fit cultural. Vai tentar entender o motivo de você querer trabalhar lá, o que você quer conquistar na vida e o que está fazendo para atingir isso (o que interessa é atitude).

Algumas dicas:

  • Não minta, seja humilde e mostre interesse em aprender. Ou seja, não seja o “Estagiário CEO”. Acho que não preciso dizer mais nada... rs. Se você já é mais experiente, o mesmo vale, seja intelectualmente honesto, todos temos muito o que aprender;

  • Conte uma história convincente. Isso quer dizer que você deve trabalhar muito sobre seu autoconhecimento. Entenda você mesmo e saiba explicar suas motivações, valores, desejos.

  • Pense sobre o que você tem a melhorar e fale sobre isso com naturalidade. Sabe aquela pergunta sobre seu maior defeito? O que a pessoa quer saber é se você tem consciência sobre seus pontos a melhorar e o que está fazendo para melhorar esses pontos fracos. Eu consigo ver muito mais pontos a melhorar em mim hoje do que há 10 anos, isso vem com autoconhecimento. Comece a treinar isso agora!

  • Mostre vontade e exemplifique. Dizer que tem experiência nisso ou naquilo, ou que tem vontade de aprender é pouco, dê exemplos. Por exemplo, sobre vontade de aprender ou de trabalhar em um determinado setor, cite livros que você leu, comente sobre conceitos importantes que aprendeu neles, comente sobre filmes, eventos, cursos extra, faça o recrutador “sentir” a energia que você está dispendendo em melhorar e aprender. Torne claro o interesse que você tem pelas coisas.

Eu poderia ficar horas falando sobre isso, mas por hoje é só (aaaaah, eu quero mais). Espero ter ajudado e espero que você use essas dicas para ter sucesso em suas empreitadas. Passar por processos de seleção é sempre desconfortável e não existe uma receita de bolo, pois os recrutadores são seres humanos, uns diferentes dos outros. Mas seguindo algumas linhas gerais e entendendo um pouco a realidade de quem está do outro lado da mesa, você aumenta suas chances de mandar bem! Agora vai lá e arrebenta!


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