Será que eu sou jovem demais para ter um seguro de vida?

Atualizado: 1 de Nov de 2019


Mesmo se você não é tão familiarizado com mercado financeiro e produtos financeiros já deve ter ouvido a máxima de que seguro de vida é coisa de gente mais velha. Pois esse texto busca acabar com esse mito! Vou te mostrar que no mercado financeiro existe pelo menos um produto que é mais adequado para pessoas jovens, pois é mais barato para ser contratado na hora que você mais necessita.

Primeiro é preciso entender como funciona o seguro de vida, que tem as características gerais de um seguro, mas com algumas diferenças. Basicamente o segurado (pessoa que contrata o seguro) paga taxas anuais pela proteção e, em caso de morte ou invalidez, recebe indenizações. No caso de invalidez a indenização é dada direto ao segurado enquanto que no caso de morte quem recebe são os beneficiários (pessoas indicadas pelo segurado).

O propósito do seguro de vida então é garantir que você e sua família estejam bem cuidados numa eventualidade infeliz. Tendo isso em mente, para saber se você deve ter um seguro é preciso definir antes dois conceitos: o Capital Humano e o Capital Financeiro.

Capital Humano é definido como o valor presente de toda a renda que uma pessoa vai ganhar em vida. É a sua capacidade de gerar renda no futuro, principalmente do seu trabalho. Obviamente nesse cálculo existe uma boa dose de achismo. Mas o importante mesmo é ter uma ideia do que é e o que impacta o Capital Humano.

Não é difícil perceber que o Capital Humano tende a cair com o tempo. Sendo equivalente a renda que você vai ganhar, quanto mais jovem você é mais potencial de renda no futuro você tem. Depende também de fatores relacionados à carreira que você segue e as escolhas que você tomar. Mas para o assunto deste artigo esses pontos são menos importantes.

O segundo conceito é o Capital Financeiro. De maneira resumida o Capital Financeiro é o total de riqueza que você tem acumulado neste momento. Em português claro são as suas economias. Nessa conta entram, além dos seus investimentos, qualquer imóvel ou bem físico que você tenha. Ao contrário do Capital Humano, o Capital Financeiro tende a aumentar com o tempo. Você acumula mais riqueza conforme os anos passam.

A soma das duas medidas é chamada de riqueza total. O gráfico abaixo ilustra como variam normalmente o Capital Humano, o Financeiro e a riqueza total no tempo, lembrando que o Capital Humano é uma expectativa, enquanto que o Financeiro trata da realidade atual.

Mas afinal o que isso tem a ver com o seguro de vida? O ponto que pouca gente sabe é que o seguro de vida serve para proteger o seu Capital Humano. O seguro é acionado quando alguma coisa acontece que prejudica a sua capacidade de gerar renda no futuro, portanto que prejudica seu Capital Humano. Por isso o momento em que o seguro é mais importante é justamente na juventude. Pessoas que já conseguiram acumular Capital Financeiro relevante tem menos necessidade de seguro, porque já acumularam ativos para deixar aos seus dependentes.

Portanto a recomendação é: procure um seguro de vida enquanto você é jovem. As seguradoras provavelmente cobrarão menos de você nesse momento. O momento ideal para pensar nisso é quando você se casa e/ou tem filhos e começa a ter dependentes.

Mas cuidado com os produtos que existem no mercado. No Brasil infelizmente existem muitos seguros que são renovados anualmente e com mudanças no preço, o que significa que essa vantagem de taxas não vale. Você deve sempre preferir os seguros que tem vigência vitalícia desde o início.

Entender o Capital Humano ajuda inclusive a planejar sua carteira de investimentos. Seguindo a regra pétrea do mercado financeiro de sempre procurar diversificação, o Capital Financeiro deve servir como complemento ao Capital Humano.

Pessoas que tem Capital Humano com características de renda fixa, isto é, rendas estáveis e previsíveis, como por exemplo funcionários públicos, podem – e devem – buscar investimentos mais arriscados, com mais foco em renda variável. Por outro lado, quem apresenta Capital Humano com características de renda variável, por exemplo empreendedores, devem preferir carteiras de investimento mais estáveis.

Portanto, é importante cogitar o seguro de vida como parte dos seus investimentos, sabendo o seu momento de vida e prestando atenção aos detalhes do produto que te oferecem. Além disso o seu potencial de ganho futuro afeta as decisões que você toma no presente. Tenha em mente que o seu Capital Humano um dia irá servir para proteger seus filhos e dependentes e até te proteger do risco de longevidade. Já esse conceito fica para um outro texto.

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